sábado, 9 de fevereiro de 2008

Por que o P-SOL é o Partido da Juventude?

Por que o P-SOL é o Partido da Juventude?
Por: Mai Tavares Mendes e Marcio Rosa

A juventude é um dos mais conturbados e ricos períodos da vida. É quando se entra no mundo do trabalho, quando ocorre um choque de visões entre o âmbito familiar e a sociedade, gerando um sentimento de contestação de valores, muitas vezes levando a um questionamento do sistema. É também o setor mais visado pelo mundo do consumo, bombardeado pela propaganda que padroniza a maneira de vestir e o modelo corporal, estabelece a ditadura das modas e, dessa forma, ensina de maneira massiva a não perguntar os porquês. Ao mesmo tempo, é colocado sem direitos ou perspectivas no mundo do trabalho, como um objeto descartável, afinal há tantos outros jovens e velhos querendo o seu lugar.

O jovem brasileiro de hoje é o que cresceu num mundo em que o capitalismo triunfou. Para ele foi ensinado que o socialismo era sinônimo de atraso e de autoritarismo, e que a democracia em que vivemos era o sistema político mais bem acabado de todos os tempos. Por outro lado, participou ou tem referência nas multidões de jovens na rua contra a corrupção no Fora Collor em 92. Também viveu os duros anos FHC, em que viu muitos dos seus direitos serem sucateados, as riquezas nacionais serem vendidas, como no escandaloso leilão da Companhia Vale do Rio Doce. Pode ser que tenha participado da campanha de Lula em 2002, acreditando que dessa maneira contribuiria para que um novo projeto fosse posto em prática.

Ele viu o PT degenerar nos anos que se passaram. Viu a aliança com o PL, e desconfiou. Depois veio Henrique Meirelles no Banco Central, a Reforma da Previdência retirando os direitos de seu futuro, a liberação dos transgênicos para os grandes latifundiários, a Reforma Universitária privatizando a educação. Veio Também a cooptação dos movimentos sociais, a política de conciliação e os programas assistencialistas: bolsa-família, ProUni, a domesticação da CUT e da UNE. O PSOL surgiu para ser uma alternativa para o jovem que quer lutar e não enxerga onde.

O PSOL é como o jovem brasileiro: pode não ter muita idade, mas sabe que dele depende sustentar as utopias que a “velha esquerda”, adaptada à ordem, fez questão de esquecer. O PSOL é jovem porque mesmo não tendo vivido como partido essa história, traz a experiência de quem passou por ela e não se adaptou ao mais fácil. O PSOL aparece como uma necessidade histórica de mostrar que é possível lutar, que é possível ser socialista sem se render, sem se vender. Porque nos últimos tempos a maior novidade é ser coerente e seguir lutando, com todas as dificuldades que encontramos e continuaremos a encontrar.

O mundo capitalista e neoliberal atinge em cheio esse jovem, lhe privando de cultura e emprego, direitos e prazeres – ele reage de diferentes modos, do hip hop ao movimento estudantil, dos sem terra aos punks, das feministas aos jovens sindicalistas, do movimento negro ao LGBTT*. Ele é negro, mulher, homossexual, índio, sem-terra, sem-teto, quilombola, ribeirinha. Mora na cidade e no campo, e sofre com o desemprego e com a violência, com a situação da educação e da saúde, do transporte e da cultura. Essa é sua luta cotidiana. Essa é a luta do PSOL.

Enquanto todas as autoridades e partidos da ordem silenciaram com a morte de inocentes pela Polícia Militar, o PSOL foi o único a denunciar os abusos militares e a complacência dos governos, a defender os moradores da periferia, dos quais são os jovens os mais afetados. Também está na luta contra os desmandos de grandes empresas como Aracruz, Cargill e Monsanto, que atacam o meio ambiente e as culturas locais de norte a sul do país. Participa e ajuda a organizar a resistência cultural, produzindo e divulgando arte da periferia, organizando iniciativas e centros culturais. Esteve presente em todas as vitoriosas ocupações de reitoria nas universidades de todo o país, lutando contra o sucateamento e a privatização, em defesa da educação pública e de qualidade. Além disso, denuncia a corrupção e luta contra a impunidade, no parlamento e nas ruas.

Em cada uma dessas lutas, o PSOL se fez presente, e são muitas as que virão no próximo período: a resistência diária sem emprego e sem perspectiva, a luta contra as opressões. Para nós, entretanto, não é suficiente. Um novo partido que combate a velha política, um partido jovem e de jovens – essa é a alternativa que o PSOL traz para a juventude brasileira.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Jacques Wagner Malvadeza, o novo estilo coronelzinho!

Jacques Wagner Malvadeza, o novo estilo coronelzinho!

Após anos e anos o ex-sindicalista e Petista Jacques Wagner, conseguiu chegar ao palácio de Ondina, com direito a vista pro mar e jardim zoológico.

Muitos trabalhadores, estudantes, jovens que acreditaram nas promessas de mudança social e econômica que o PT prometeu realizar chegando ao “poder” viu todas as suas esperanças naufragar em mar revolto e hostil, cujo medíocre “Comandante” não teve a mínima honestidade moral e política de realizar os compromissos assumidos durante sua campanha, dando assim continuidade a mesma política Carlista e com uma dosagem muito maior de exploração ao povo trabalhador e submissão aos grandes grupos econômicos do estado da Bahia. Mas como podia ele realizar as mudanças necessárias para melhorar as condições de vida do povo trabalhador, romper com o modelo sócio - político e econômico se o PT baiano, deu continuidade ao mesmo atrelamento descarado que o antigo (PFL) hoje (Dem) tinham e que o mesmo PT outrora condenava e hoje prosseguem a mesma política? Não se pode governar com os grandes grupos econômicos, empresários e banqueiros e realizar os compromissos com a classe trabalhadora e com o povo, cujos interesses são antagônicos, e o PT segui como um rolo compressor, traindo o povo e as esperanças de milhões, pois o PT mais do que ninguém sabia que era impossível e é impossível governar para o povo trabalhar havendo submissão total ao capital.

Jacques Wagner Malvadeza, não só deu continuidade a política carlista, como também seguiu a majestade barbuda, o Ex- companheiro Lula e hoje Presidente da republica, que deu um giro a direita e uma rasteira covarde em todos aqueles que foram as ruas pedir votos, acreditando no processo eleitoral e nas promessas de campanha, mas tudo não passou de traição, não passou de mais uma desilusão promovida pelo falecido Ex-Partido dos Trabalhadores e hoje Partido dos Traidores, o (PT).

Desrespeito com os docentes do estado, promovendo perseguições ferrenhas com aos professores que entraram em greve por melhores salários, por uma melhor estrutura física das escolas, melhorias nas condições de trabalho. O ex-sindicalista chegou ao ponto de persegui professores, entrar na justiça contra o direito de greve, cortar salários dos professores com menos de vinte dias de greve, ameaças veladas a diretores das escolas. Um quadro parecido com o período da era ACM, Paulo Souto, César Borges, só que em um grau mais avançado, pois Jacques Wagner Malvadeza, conhecendo o movimento como um ex-sindicalista, utilizou de métodos covardes e inimagináveis vindo de uma pessoa que outrora defendia o direito de greve e hoje condena o direito de greve, persegui professores, sucate-ia a escola publica para abrir mercado para as escolas particulares e promover a tranqüilidade e estabilidade financeira da burguesia baiana.

Um carlista, vestido de esquerda que utilizou as bandeiras da classe trabalhadora, promessas que contemplavam em parte o povo trabalhador e ao chegar ao “poder” trai o povo que o elegeu na esperança de mudanças reais das condições de vida.

Na omissão escandalosa e na cooperação a base do PT baiano que conta com o apoio incondicional da cúpula do PT nacional que também conta o eterno parceiro PCDOB que às vezes lati, lati, contra a política do PT, mas não larga o osso e se submete aos mandos e desmandos do Jacques Wagner Malvadeza, e se não faltasse mais nada para desgraçar essa feijoada de siglas, o PMDB e seu cacique de cara de bolacha de coco, transita pelo palácio de Ondina, dando diretrizes ao governo do estado, numa verdadeira perda de identidade do PT e uma demonstração de falta de autoridade política do senhor Jacques Wagner Malvadeza. O PCDOB que lati, lati e ameaça lançar candidatura própria e não apóia a reeleição do Prefeito de Salvador, João Henrique Paralisado do PMDB, é ameaçado constantemente pelo cacique Geddel de tomar os cargos que o PCDOB detém na prefeitura de Salvador e no Estado.
A base da juventude do PT já se encontra em um estado de decomposição, a base da juventude do PCDOB, hoje despolítizada tendenciosamente pelos “doutores dragões” da UJS, não cheira e nem fede, alias fede sim, fede a uma política de interesses próprios e subserviente aos interesses do capital, haja visto a traição que fizerem com toda classe estudantil no episódio do Salvador Card. O povo não digere mais as falsas promessas proferidas pela trupe petista e pelo cacique do PMDB Geddel, que utiliza do ministério com barganha política e joga peso na sua futura candidatura a governador do estado em 2010, com o apoio do PT.


O P-SOL tem espaço muito grande para crescer no estado da Bahia, temos que estimular a nossa militância para ir as ruas organizar as lutas ao lado do povo trabalhador, se mostrar como um partido de oposição ferrenha ao Governo do Estado, ao Governo João Henrique, ao Cacique Geddel e todos que defendem essa política que só explora o povo trabalhador e suga do estado a riqueza do povo baiano e transfere para a senhora corrupção e aos senhores burgueses do estado. O P-SOL tem a obrigação moral e política de estar na linha de frente contra os antigos Carlistas do (Dem) e novos Carlista do PT no estado da Bahia. Esse é um dos papeis do P-SOL, desmascarar a farsa do PT, PMDB, PSB, PPS, PR, PP, PL, PTC, PSDC, DEM, PCDOB, PTN, e tantos outros que contribuem para a exploração do povo trabalhador no estado da Bahia através das suas políticas neoliberais.

O P-SOL é uma realidade hoje e uma realidade que todos eles temem.

Ronaldo Santos
Executiva Estadual do P-SOL Bahia.